segunda-feira, 1 de julho de 2013

NEFERTITI - DOMINADA PELO AMOR


Esculpido em calcário, com 3.400 anos de idade, aproximadamente, o busto de Nefertiti, ou a Grande Esposa Real do Faraó Aquenáton, uma celebridade no mundo antigo, é um exemplo típico  da beleza feminina.  Foi moldado em 1345 a.C., pelo escultor Tutmés, afirmam alguns estudiosos e pesquisadores da história  da arte. Chefiada por Ludwing Borchardt, uma equipe de arqueólogos alemães descobriu a escultura em 1912, na cidade de Amarna, Egito e, a partir daí, ela  foi levada para diversos lugares da Alemanha. Atualmente está em exposição no Neues Museum, em Berlim. Desde 1920, o Egito luta pela devolução do busto,  mas até o momento não obteve sucesso. Nefertiti, que significa A Bela Chegou, dominada pelo amor de Aquenáton,  sempre olhou a vida com compaixão e doçura. Foi adorada por toda uma civilização que acreditava na bondade como uma condução ao mundo espiritual,  a uma nova vida e a  um novo corpo. Suas atitudes eram apreciadas principalmente pelas mulheres, que seguiam os seus exemplos na busca dos sentimentos verdadeiros e da paixão sem limites. Hoje a rainha mora numa caixa de vidro, em solo germânico, e é  apreciada por milhares de pessoas. Segundo alguns visitantes, quando olham fixamente para o rosto da "deusa" , sentem o cheiro das flores de lótus do Vale do  Nilo  e uma  doce sensação de alegria no coração. São os olhos de Nefertiti  que,  mesmo foscos, apreciam os costumes do mundo contemporâneo,  irradiando confiança e vontade de viver.

Gurgel de Oliveira

SOBRE A ARTE ETRUSCA

Artesãos com habilidades especiais, os etruscos executavam estatuárias, vasos, espelhos, em terracota, bronze, barro e metal. A joalheria em marfim, prata e ouro e as peças confeccionadas em BUCCHERO, a cerâmica negra, também são testemunhos do talento e bom gosto daquele povo. As urnas funerárias encontradas nas últimas escavações em tumbas subterrâneas, esculpidas com as formas anatômicas do morto, revelam a crença em uma vida após a morte e resgatam vestígios de rituais "religiosos" praticados no cotidiano daquela civilização. Ruínas de templos também nos apontam as habilidades dos etruscos, no que diz respeito aos projetos arquitetônicos. As arquitraves e beirais eram adornados com elementos que nos remetem à arte helenista, tão especial e requintada como o vinho de 2000 anos encontrado numa ânfora, no mar de Alexandria.
Gurgel de Oliveira